Ortografia sem Segredos: O Uso das Letras S e Z com Fonemas /S/ e /Z/
Dominar a ortografia dessas estruturas não apenas evita desvios na redação, mas também amplia a compreensão sobre a formação das palavras na Língua Portuguesa. A seguir, apresentamos a teoria prática estruturada e a lista de atividades enviada por vocês, acompanhada do gabarito comentado e das justificativas linguísticas detalhadas.
REGRA 1
Escreve-se
–isar quando o radical dos nomes correspondentes termina em –s. Se o radical
não terminar em –s, grafa-se –izar com –z.
Avisar (aviso + ar) anarquizar (anarquia
+ izar)
1. Forme
verbos com “isar” ou “izar”.
paral_____ al_____ amen______
improv______ vulgar_______ pi______
pulver______ colon_____ pesqu_______ profet_______ desl_____
OUTRAS REGRAS
2. Nos sufixos formadores de adjetivos
-ense, -oso e –osa
ATIVIDADE: Classifique estas palavras nas regras acima:
catequese, profetisa, coisa,
teimosa, glicose, gasosa metamorfose,
cafezeiro, arvorezinha, gostosa, virose, pus, cafezinho, lousa, puseram,
pusera, pusesse, avezita , quiseram, teimoso, quiser,
quisera, amorosa, quiséssemos, cafezal, cãozito, pôs, palmeirense, amoroso, gostoso, diocese, poetisa, puséssemos, pouso, quis, gasoso, quisemos,
sacerdotisa, náusea, pusemos, catarinense.
GABARITO COMENTADO
Atividade 1: Formação de Verbos (-isar ou -izar)
paralisar
alisar
amenizar
improvisar
vulgarizar
pisar
pulverizar
colonizar
pesquisar
profetizar
deslizar
Regra 2: Nos sufixos formadores de adjetivos -ense, -oso e -osa
Estes sufixos indicam origem/procedência ou abundância/estado pleno de uma característica.
palmeirense (origem: relativo a Palmeiras)
catarinense (origem: nascido em Santa Catarina)
teimosa (abundância de teima)
teimoso (abundância de teima)
gostosa (plenitude de gosto)
gostoso (plenitude de gosto)
amorosa (cheia de amor)
amoroso (cheio de amor)
gasosa (que contém gás)
gasoso (que contém gás)
Regra 3: Nos sufixos gregos -ese, -isa, -osa
Sufixos de base helênica muito comuns na terminologia científica, médica, religiosa, literária ou botânica (especialmente -ose para patologias e processos).
catequese (sufixo -ese)
diocese (sufixo -ese)
metamorfose (sufixo -ose)
virose (sufixo -ose)
glicose (sufixo -ose)
profetisa (sufixo feminino -isa)
poetisa (sufixo feminino -isa)
sacerdotisa (sufixo feminino -isa)
Regra 4: Nos derivados em -zal, -zeiro, -zinho, -zinha, -zito, -zita
Elementos formadores de diminutivos ou coletivos. O Z funciona morfologicamente como uma consoante de ligação ligada aos sufixos originais quando a palavra de base termina em vogal ou som nasal.
cafezal (sufixo coletivo -zal)
cafezeiro (sufixo de cultivo/árvore -zeiro)
cafezinho (sufixo diminutivo -zinho)
arvorezinha (sufixo diminutivo -zinha)
avezita (sufixo diminutivo -zita)
cãozito (sufixo diminutivo -zito)
Regra 5: Nas formas dos verbos pôr e querer, bem como em seus derivados
Toda a conjugação dos tempos do pretérito perfeito, pretérito mais-que-perfeito e futuro do subjuntivo desses verbos deve ser obrigatoriamente grafada com S.
pôs (pretérito perfeito do indicativo de pôr)
pusemos (pretérito perfeito do indicativo de pôr)
puseram (pretérito perfeito do indicativo de pôr)
pusera (pretérito mais-que-perfeito do indicativo de pôr)
pusesse (pretérito imperfeito do subjuntivo de pôr)
puséssemos (pretérito imperfeito do subjuntivo de pôr)
quis (pretérito perfeito do indicativo de querer)
quisemos (pretérito perfeito do indicativo de querer)
quiseram (pretérito perfeito do indicativo de querer)
quiser (futuro do subjuntivo de querer)
quisera (pretérito mais-que-perfeito do indicativo de querer)
quiséssemos (pretérito imperfeito do subjuntivo de querer)
Regra 6: Após ditongos
Havendo o encontro de duas vogais na mesma sílaba (ditongo), o fonema sibilante /z/ subsequente deve ser representado graficamente pela letra S.
coisa (após o ditongo oi)
lousa (após o ditongo ou)
pouso (após o ditongo ou)
náusea (após o ditongo au)
